Jornalismo em luto: Santiago Andrade

Cinegrafista, quase 50 anos de idade, profissional há 30 e morto por “manifestantes” durante cobertura de protesto no Rio de Janeiro.

Ao escolher o curso várias pensamentos passaram por mim até a decisão. O que me influenciou? Reportagens incríveis, inúmeros livros (ficcionais ou não), histórias reais que emocionam. Porém o que levou Vanessa Andrade foi o amor influenciado pelo pai à profissão. Vanessa é filha de Santiago Andrade, o cinegrafista que foi atingido durantes as manifestações no Centro do Rio de Janeiro.

Arte por Celso Mathias em homenagem ao cinegrafista.

Arte por Celso Mathias em homenagem ao cinegrafista.

Entenda o caso

Santiago foi atingido por um rojão pirotécnico na quinta-feira (6) durante a cobertura das manifestações contra o aumento da passagem de ônibus na Central do Brasil, Rio de Janeiro.

“Experiente, Santiago trabalhava havia 10 anos na Band, onde participou de diversas reportagens sobre as dificuldades enfrentadas pelos usuários de transporte público na cidade. A cobertura jornalística do tema – que motivou o início dos protestos no Rio em 2013, após o anúncio do reajuste da tarifa de ônibus – lhe rendeu dois prêmios jornalísticos de Mobilidade Urbana, em 2010 e 2012, ao lado do repórter Alexandre Tortoriello.” Fonte: G1 Rio

▲ O Jornalismo está de luto. ▼

Anúncios

Meu motivo: jornalismo.

Ao acordar hoje pela manhã, fiquei me perguntando o porquê eu deveria sair da cama. Logo que estava tão bom ficar ali e o sono era mais forte que eu. Abri os olhos vagarosamente, apertei qualquer botão aleatório do celular (tudo isso para desligar o despertador) e enfim, acordei. Levantei mesmo não querendo e pensei: “Mais uma, sou eu. Indo para a rotina criada por mim mesmo.”

Um motivo. Eu só queria um motivo para lembrar o porque de ter decidido sair de debaixo dos edredons. Percorri pelo quarto e encontrei-o, quase que na minha cara. Sim, eu sou ruim de perceber coisas óbvias. No meu mural de fotos, ele estava lá. Uma imagem de um balão com um recorte de uma palavra só: jornalismo. Quase que exclamando “Me olhe!”, “Vamos lá, acorde.”. Por um milésimo de segundo, olhei fixamente e sorri. Escolhi aquilo que eu amo, minha futura profissão: Comunicadora, jornalista. Tomei um breve banho e corri para aula, mesmo que atrasada.

No decorrer do dia, fiquei pensando nas coisas boas que nós só percebemos bem depois. Como estou conhecendo algumas pessoas bacanas na faculdade, o meu estágio que chegou de pára quedas e no quanto isso está me fazendo crescer (pessoalmente também) e nas tantas outras pessoas que tiver o prazer (quase que sonho) de conhecer.

jornalismo

Sabe aquela velha frase clichê? “Faça o que ama e jamais terá que trabalhar.” É bem isso o pequeno texto de hoje, procure um motivo para acordar, passar o dia contente de que fez a escolha certa e de que tudo isso vai valer a pena. É o que todos esperam. E acima de tudo, faça com amor e respeito. Porque nada mais é tão gratificante que ir dormir com a cabeça e o coração, tranquilos.