O amor acena ao te ver

Todos vêem, mas ninguém observa. As faces memoráveis me causam. Visto meus olhos com admiração, banho minha opinião com sabedoria e por fim, decifro sua imagem como pequenas peças de quebra cabeça.

Ela olha em volta, atravessa a rua. Desvio meus olhos, mas ela sabe que eu a vi. Volto minha atenção a ela e a mesma simplesmente acena. Meu Deus, isso dói.

Passo a me manter de pé, diante da dúvida, vou ou não vou? Narro meus passos, premeditando o acontecido, homens gostam de saber o que fazer, eu nunca sei.

Ao conhecer-te como criança, já via uma mulher. Nada mudou. A admiração era obsessiva, mas nunca demonstrei. Seu jeito, seu olhar, o andar tímido e perspicaz. Persevero até hoje um modo de tê-la em sua forma nua e presente.

Desejo a matéria que compõe seus versos, as palavras que circulam sua essência, perceptível? Talvez. Repasse seus olhos sobre minha carne, seu ego se faz em total veneração. Acredite ou não, o amor acena ao te ver. Idiota e estranho esse tal amor, mas verdadeiro.

Componho então este despejo em ti, finalizando meu objetivo em teu sorriso. Mas não, não serei eu o dono de tal prazer. Aceito de bom grado tal fato. Aceito e sigo em frente sem doer, pois as lembranças me trarão imagens fotográficas de você.

A. Ribeiro

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